domingo, 22 de abril de 2012


Deixamos de reconhecer que nossos dois mundos são um só.

             Vivo num mundo que é radioso, e todavia é escuro; é ensolarado e ao mesmo tempo é frio. Em meu mundo eu rio, mas vocês não riem comigo.
             Vocês provavelmente já me viram na rua, em uma loja, ou num parque infantil. Gosto do barulho e da excitação da cidade grande, do cheiro e brincadeiras no parque onde brinco. Sou assim, tão diferente?
             Minha época do ano predileta é o natal. Gosto do suspense dos embrulhos debaixo da árvore, das conversas sobre papai Noel, do silêncio calmo dentro da igreja – tudo isso tem significados muito especiais para mim. É isso ser diferente?
             Vocês já criaram alguma coisa com as próprias mãos – estatuetas de argila, cartões de aniversário, boneca? Eu já. Minhas mãos são a minha vida. Elas são a minha própria respiração, e o encorajamento que recebo é a força diária que consigo. É isso ser diferente?
             Qual é o tamanho do mundo? Você já viu o mundo? Eu já vi.
             Meu mundo é pequeno, não é grande. Ele é florescente, não enfraquecido, e é um mundo de paz, não um mundo de guerra. Por que? Vejo o mundo de modo diferente de vocês?

 
             Vocês dizem que sou diferente, vocês me chamam de retardada, mas o retardamento pode estar em sua recusa egoísta de reconhecer que eu, também eu, sou parte do nosso mundo.” (Faye Keogh, último ano da escola secundária, Beulah, North Dakota, E.E.U.U, Publicado no Parent's Corner da HMR  News Letter, Delaware. Tradução de Maria Amélia Vampré Xavier – APAE de São Paulo.)

domingo, 29 de janeiro de 2012

VOLTA AS AULAS!

Professor (a),

                As férias terminaram, porém agora é o momento de reiniciar, de entrar na sala de aula e explorar os conhecimentos de nossos alunos, pois eles estarão procurando saber quem é você e o que será capaz de lhes proporcionar durante todo o ano letivo.
                Contudo, procure fazer de seu aluno alvo de amor e dedicação, pois esta é uma tarefa fácil quando somos capazes de compreender que cada escola é uma escola; que cada professor é um professor; que cada turma é uma turma e que cada aluno é um aluno...que bom! Já imaginou se fossem todos iguais?
                Faça de suas aulas um eterno aprendizado, ame seus alunos e aceite-os em toda sua plenitude, sendo carinhoso (a), porém firme em suas decisões e respeitando as diferenças de cada um.
                Não faça de seu cotidiano profissional, um martírio e nem o transforme em “desculpas” para o que deixou de fazer em sua vida pessoal: “Eduque com amor e viva com prazer”, pois ser professor (a) é uma das mais preciosas profissões a qual dela dependem as demais e é por este motivo que necessitamos ser exemplo de vida e exemplo de profissional, pois compartilhamos saberes todo o tempo de nossas vidas.
                Entretanto, é inevitável comentários desagradáveis sobre a nossa profissão. Certo dia, recebi uma mensagem que falava sobre a longevidade das professoras, porém, de forma muito equivocada. Nesta mensagem foi postado uma imagem de uma senhora idosa (de acordo com a imagem postada, uma pessoa com aparência de 80 anos, aproximadamente), onde a retratava como uma professora de 39 anos e na interpretação da mensagem, abordava que ser professora era "a pior coisa"...Que infelicidade do autor desta mensagem, não sabe ele ou ela, o quanto é maravilhoso ser professora, o quanto é dignificante ter o dom de semear pequenas sementes e ser capaz de colher bons frutos.
                Nesta mensagem era relatado que a professora estava sentada num banco da praça, fumando um cigarro e muito feliz, sendo que o médico lhe perguntara qual seria o segredo do seu sorriso e a resposta obtida, de acordo com a mensagem recebida foi: que ela (a professora) dormia às 03h da manhã e se levantava às 06h porque teria muitas atividades para corrigir; não tomava café da manhã porque não teria tempo; não almoçava porque não teria tempo; não jantava porque não teria tempo; passava os fins de semana fazendo correções de provas, elaborando projetos, atualizando seu blog e planejando aulas; não fazia atividade física e não se divertia porque também não teria tempo e que "aquela imagem de pessoa idosa" , era de uma professora de 39 anos.
                Contudo, se analisarmos o relato da mensagem, poderemos pontuar três abordagens imprescindíveis:
1º: Se a professora dorme as 3h da manhã e se levanta as 06h, certamente está com problemas de saúde (insônia, provavelmente) e deve procurar “um médico” urgentemente, pois todo professor tem hora-atividade a cumprir, mesmo quem tem 20h/a dadas e, um professor organizado, planeja suas atividades e corrige suas provas em suas horas-atividades...ou se acreditar ser impossível, faz uma correção compartilhada, na sala de aula (com a participação dos alunos),  mas para isto, deve ter “domínio de sala”.
2º: Se não faz atividade física e não se diverte, significa que é uma pessoa de poucos amigos e necessita urgentemente “sair, fazer amigos e se divertir”. Corrigir provas e revisar exercícios se faz nas horas-atividades; elaborar projetos não se faz toda semana (é possível elaborar um excelente projeto no início do ano e executá-lo durante todo o ano letivo...é só se organizar) e atualizar o blog (quem tem...uma minoria de professores) não lhe toma mais que uma hora na frente do computador (a não ser que seja uma blogueira em pleno vício).
3º: Se não toma café...levante mais cedo que dá tempo; se não almoça e nem janta...é porque provavelmente não gosta de cozinhar, afinal, as aulas acabam as 11h e 20min e as 17h e 20min...tempo há, “por que não se alimenta"...não sei.
                A longevidade dos professores está na plenitude de assumir sua profissão com dedicação total, sem esquecer de viver...de ter uma vida além da escola e, para isso é imprescindível "amar" o que faz, "sentir prazer" em compartilhar seus conhecimentos e, acima de tudo..."em acreditar" em si mesmo, em seus alunos, em sua equipe de trabalho, na sua escola, na sua cidade e em seu País.
                A longevidade dos professores está na capacidade de ensinar e na humildade de aprender com seus alunos, sem fazer deste ensinamento e desta aprendizagem um martírio para si mesmo.
                A longevidade dos professores está na sua própria imagem e na capacidade de ser FELIZ!
ÓTIMO RETORNO E UM EXCELENTE ANO LETIVO!

domingo, 28 de agosto de 2011

ESCOLA NOSSA SENHORA DA ABADIA EM CURITIBA - PR



A Escola Nossa Senhora da Abadia participou nos dias 16, 17 e 18/08/2011, em Curitiba – PR do Encontro Internacional Sala Mundo 2011, onde foi reconhecida como Escola de base para o processo de ensino e aprendizagem, sendo reconhecida também como forte aliada da Educação Brasileira com o Sistema Positivo, marca registrada da Escola com 26 anos de experiência na formação de futuros profissionais com tendência ao sucesso ao mercado de trabalho, preparando-os para o ingresso nas melhores Universidades, sendo este, um sucesso comprovado em muitos Sidrolandenses que estudaram na Escola Nossa Senhora da Abadia, ingressaram nas melhores Universidades, obtiveram êxito em seu curso e hoje são profissionais de sucesso.
            É imprescindível ressaltar que a Escola Nossa Senhora da Abadia recebeu a premiação  no Encontro Internacional, com todas as despesas pagas pelos Promotores do Evento, a Editora Positivo em parceria com o jornal Gazeta do Povo, sendo que haviam 2,4 mil educadores reunidos para avaliar o futuro da educação, contando também, com a presença do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que resgatou pontos importantes da história da educação no país e ressaltou os principais desafios do setor para os próximos anos.
            Estavam também, presentes no evento:
·         Martin Canoy, Doutor em Economia pela Universidade de Chicago e professor da universidade de Stanford (Estados Unidos);
·         Kazuhiro Yoshida, professor da Universidade de Hiroshima;
·         José Francisco Soares, Professor titular aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais e membro do conselho Consultivo do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais);
·         Pedro Ravela, ex-coordenador nacional do Programa Internacional de Avaliação do Estudante (PISA) no Uruguai;
·         Cláudio de Moura Castro, Doutor em Economia pela Universidade de Berkeley;
·         Miguel Nicolelis, neurocientista, chefe do Laboratório de Neurociências da Universidade de Duke, nos Estados Unidos e fundador do Instituto de Neurociência de Natal.
            Durante o evento, a Escola Nossa Senhora da Abadia, juntamente com os demais educadores participantes, participaram de palestras sobre as reais necessidades da Educação, fortalecendo suas raízes educacionais e é com este Fortalecimento e Reconhecimento Internacional que a Escola Nossa Senhora da Abadia reabre, para o ano de 2012 o 1º ano do Ensino Médio e, havendo número suficiente de estudantes, as demais etapas do Ensino Médio.
ESCOLA NOSSA SENHORA DA ABADIA, 26 ANOS EDUCANDO COM AMOR!

domingo, 24 de julho de 2011

MUITO INTERESSANTE A REPORTAGEM PUBLICADA...MAIS INTERESSANTE SÃO AS RESSALVAS

Noticia de: 12 de Julho de 2011 - 14:41

Sidrolândia, ensino fundamental registra até 31,3% de repetência e evasão

O ensino fundamental em Sidrolândia registra indicadores educacionais melhores do que a média estadual e igual a nacional


 
 
Os números do censo escolar/2010 mostram que a exemplo do ensino médio, no ensino fundamental, três em cada 10 alunos matriculados nas escolas públicas em Sidrolândia abandonam os estudos antes de terminar o ano letivo ou não conseguem avançar para a série seguinte.
O reflexo desta situação aparece de forma mais flagrante em algumas escolas, como a estadual Catarina de Abreu, onde 49% dos alunos e na municipal Olinda Brito de Souza, em que mais de 36% dos estudantes tem escolaridade defasada em relação à faixa etária em que se encontram.
O ensino fundamental em Sidrolândia registra indicadores educacionais melhores do que a média estadual e igual a nacional. Enquanto nas escolas públicas da cidade o índice de reprovação e evasão chega a 15%, a média estadual é de 19,8%, e no País, 14,7%. No ensino médio, evasão e repetência chegam a 30,4% (17,8% dos alunos reprovaram e 12,6% abandonaram os estudos)
A Escola Estadual Catarina de Abreu com 23,9% de reprovação e 7,4% de evasão lidera o ranking negativo, enquanto na rede municipal, o pior resultado foi o da Escola Olinda Brito de Souza, com 23,8% de repetência  e 1,5% de evasão.
A Escola Olinda Brito de Souza mantém média de 30,5 alunos por sala, um pouco superior a média do conjunto das escolas públicas da cidade (28 alunos por turma), menor que a do Pedro Aleixo, que ficou com o segundo melhor índice na rede pública:  4,4% de reprovação e 1,2% de evasão. Isto derruba a teoria de se atribuir a dificuldade de aprendizado a concentração de um maior número alunos numa mesma sala.   
Outra tese abalada pelos resultados do censo escolar é a de que alunos de origem humilde, residentes nos bairros mais carentes, tem um rendimento escolar pior por conta das suas dificuldades de sobrevivência, com pouco acesso à leitura.
Tanto a Pedro Aleixo, quanto a Olinda Brito de Souza são localizadas no centro da cidade, portanto, atraem uma clientela com perfil socioeconômico parecido, sem contar que a estrutura das duas escolas (em termos de instalações) tem algo em comum: precisam passar por reforma porque são prédios antigos. Os alunos da Escola Porfirio Lopes do Nascimento tiveram o melhor desempenho, com mais de 96% de aprovação e 3,6 % de repetência.
Algumas escolas da zona rural, onde há salas multisseriadas, em que alunos de séries diferentes estudam juntos com apenas um professor, também apresentaram altos índices de reprovação. No pólo da Escola Cacique Armando Gabriel, a repetência chegou a 21,6%%, enquanto a evasão (alta para o ensino fundamental foi de 6,60%).
 Resultado parecido foi registrado na Escola do Assentamento Eldorado (20% de reprovação) e na Darci Ribeiro, no Assentamento Capão Bonito, 18%. O resultado foi diferente na Escola Arany Barcellos, no Assentamento Jibóia, onde a repetência ficou em 8,2%, índice melhor que de escolas da área urbana, como a Valério Carlos da Costa (com 10%) a Natália Moraes de Oliveira (12%). A Monteiro Lobato, no Capão Bonito II, teve 9% de reprovação.
Pesquisa mostra muitos alunos com defasagem de escolaridade
A combinação de reprovação e evasão escolar produz outro problema do processo de aprendizagem, a distorção idade e aprendizagem.  Esta situação fica evidente na Escola Municipal Olinda Brito de Souza líder do ranking da reprovação na rede municipal (23,8% e 1,5% de evasão).
O censo escolar mostrou que 36,4% dos alunos estão atrasados nos estudos em relação a sua idade, seja porque não foram aprovados, abandonaram a escola antes do término do ano letivo ou simplesmente porque começaram estudar depois dos seis anos, idade mínima recomendada para ingresso no ensino regular. 
No 6º ano (a antiga 5ª série), 45% dos alunos estão atrasados em relação à idade; no 8º ano, chega a 42%. Em contrapartida na Escola Porfiria Lopes, com melhor índice de aprovação, em média só 19,6% estão “atrasados”. No 6º ano (28,3%) e 7º ano (28,4%) a distorção é maior. No Pedro Aleixo, só 14,9% apresentam defasagem idade/série.
Na Escola Catarina de Abreu, que apresentou o maior índice de reprovação no ensino fundamental, no 9º (antiga 8ª série) 54,8% tem escolaridade abaixo do que deveriam ter na faixa etária em que se encontram; no 7º ano, 45% e 44% no 8º ano.
No ensino médio, tem 18% de reprovação, 49,4% dos estados apresentaram defasagem, chegando a 52,8% no 1º ano. Na média dos dois níveis de ensino 49,5% dos alunos estão com defasagem.  No Sidrônio Antunes de Andrade a distorção atinge 28,3% dos alunos.  Entre os alunos do Vespasiano Martins, escola do Quebra Coco, a defasagem atinge 38% dos estudantes. 
Flávio Paes/Região News

IMPRESCINDÍVEL LER  O  COMENTÁRIO: HÁ ALGUNS EQUÍVOCOS
COMENTÁRIOS
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PROFESSORA MARISTELA
15/07/2011 00:01:39 - Fui diretora da Escola municipal Olinda Brito de Souza e achei muito interessante este artigo, porém, é considerável fazer algumas ressalvas: É um equívoco enaltecer a média de alunos por sala, citando-a com de 30,5 alunos por sala, uma vez que no ano de 2010 (ano base para a emissão deste artigo) as salas dos anos finais do Ensino Fundamental, pivô do índice citado, continha de 35 a 48 estudantes por sala (aproximadamente), o cálculo da divulgação deve ter sido feita pelo nº total de estudantes dividido pelo nº total de salas; enquanto professor(a) considero também um equívoco ser afirmado que \"Isto derruba a teoria de se atribuir a dificuldade de aprendizado a concentração de um maior número alunos numa mesma sala\", pois nós, professores bem sabemos que tal afirmação não é verdadeira, cada escola apresenta uma clientela diferente; Concordo quando é afirmado que \"A combinação de reprovação e evasão escolar produz outro problema do processo de aprendizagem, a distorção idade e aprendizagem\", entretanto, ressalto que há inúmeros fatores que produzem a reprovação, dentre os quais cito \"reprovação por falta, um dos graves problemas encontrados na E.M Olinda (2010), devido ao fato de os estudantes da zona rural (acampamentos, assentamentos e outros)mudarem muito de região e/ou realmente faltarem muito às aulas (e mesmo comunicando os pais ou responsáveis, continuarem faltando) e cito também, a defasagem de aprendizagem (quando o estudante chega no ano escolar em curso com inúmeras dificuldades) e, nesta situação, os professores tem a missão de \"recuperar a aprendizagem\", onde o fazem com muita dedicação e empenho, pois o compromisso dos professores da E.M Olinda engrandece sua profissão; e por fim, é interessante ressaltar um equívoco gravíssimo: a clientela da E.M Olinda é \"totalmente\" diferente da Clientela da E.M Pedro Aleixo, pois a E.M Olinda atende estudantes das seguintes regiões: Cascatinha I e II, Jardim do Sul, uma maioria dos estudantes são oriundos da zona rural, uma pequena parcela do bairro São Bento e uma mínima parcela da região central (ano base 2010), contudo não é o fato de ambas as escolas estarem localizadas na região central, que necessariamente atenderão a mesma clientela. Finalizo afirmando que admiro muito os professores da E.M Olinda Brito de Souza, pois nós sempre nos preocupamos com a qualidade de ensino ofertada aos nossos estudantes e a reprovação é um mal que assola nosso país, mas \"mal pior\" é passar aluno para o ano escolar seguinte sem a aquisição do mínimo de conteúdos, o que faz gerar \"uma bola de neve\" na aprendizagem do estudante e o prejudica por toda a vida escolar. \"Em alguns casos, a reprovação é um mal necessário, para recuperar a aprendizagem do estudante\".


domingo, 15 de maio de 2011

E AÍ EDUCAÇÃO...COMO VOCÊ ESTÁ?

Falar de Educação Formal no Brasil não é um assunto que não transborda muitas novidades, uma vez que Governos são eleitos pelas suas promessas de avanço educacional, mas não as cumpre com ênfase de mudanças. E assim, crescem cada vez mais "brasileirinhos" à margem da péssima qualidade de Educação Fomal, também denominada de Educação Acadêmica em nosso país.
Brasileirinhos mal alfabetizados dão continuídade ao processo acadêmico nas escolas do Brasil à mercê de uma desestrutura organizacional dos Governos responsáveis pelo nosso país. E esta, não é uma história que se iniciou à pouco, pois desde que o Brasil nasceu, nossos "brasileirinhos" foram carinhosamente chamados de "futuro do Brasil". Entretanto, este "futuro do Brasil" vêm sendo mal preparado na Educação Acadêmica, impedindo-os de se tornarem adultos capazes de contribuir para o progresso, tanto no aspecto econômico, quanto no aspecto social, e o maior responsável por esta falta de consolidação deste processo de desenvolvimento é o Estado.
Tal colocação acima está pautada na desorganização das Leis que regem a educação brasileira, uma vez que para cada lei, são posteriormente , criadas resoluções, decretos e até mesmo outras leis aprimorando a anterior, publicações estas que se tornariam desnecessárias, se houvesse objetividade nas legislações educacionais brasileiras, dentre as quais cito a LDB 9394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a qual levou cerca de aproximadamente treze anos para ser consolidada, cuja finalidade era traçar caminhos para delinear a Educação Acadêmica e a Valorização do Magistério. Contudo, como raízes da LDB 9394/96, posteriormente surgiram outras ramificações para alterar e/ou modificar determinados artigos, o que caracterizou falta de objetividade, desorganização e até mesmo, insegurança do Estado.
Porém, uma das ramificações da LDB 9394/96 é a Lei 11.114 de 16 de maio de 2005, a qual altera os artigos 6º, 30, 32, e 87 da Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996 e tem como objetivo de tornar obrigatório o início do ensino Fundamental aos seis anos de idade. Esta Lei foi uma consolidação da desorganização da Legislação que rege a educação brasileira, pois altera e complementa uma Lei e após criada, também é ramificada com decretos e resoluções, e como consequência desta desorganização, nossos "brasileirinhos - futuro do Brasil" foram despreparados acadêmicamente, pois ora a Lei de implantação do 1º ano no Ensino Fundamental se referia a brincadeiras lúdicas no processo de alfabetização, ora em prepará-los academicamente para a alfabetização e ora em mobilidade para o 2º ano do ensino Fundamental. E desta forma, a falta de objetividade deixou muitas aberturas para que cada município e cada escola interpretasse a implantação do 1º ano com uma característica acadêmica diferente, o que ocasionou uma inadequação no processo de ensino e aprendizagem, pois ora uma escola aplicou "somente brincadeiras lúdicas", ora outra escola "desempenhou uma função pré-alfabetizadora" e, como consequência deste despreparo acadêmico, temos hoje, estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental com sérias dificuldades de leitura e escrita.
Outra falta de organização da legislação que rege a educação brasileira é a implantação do PDE nas escolas, pois o contexto geral, ou seja, o objetivo geral do PDE é a teoria de consolidação do avanço da Educação Acadêmica no Brasil, entretanto, na prática, também deixou aberturas para muitas interpretações e, também, após a sua implantação, houve outras ramificações para adequá-lo a realidade atual, tanto que sua atual denominação nas escolas passou a ser PDE-Escola. Contudo, o que houve com o PDE, não foi a falta de informação na sua implantação, mas sim, a falta de informação na sua execução, pois as escolas, de forma geral, o interpretaram como recusa de reprovação de estudantes somente para fins estatísticos e, como consequência, os dados acadêmicos avaliados através da Prova Brasil, Provinha Brasil e outros, comprovaram a ineficácia da execução do PDE nas escolas, pois comprovou-se que nossos estudantes estão com déficit de ensino e aprendizagem e os diretores escolares e professores, de forma geral, estão cada vez mais acomodados na forma ensinar, uma vez que o que ocorre com frequência nas escolas públicas é: "Eu  faço de conta que ensino e você faz de conta que aprende".
E assim, nossos governantes, eleitos através do objetivo de melhoria da Educação Formal/Acadêmica no Brasil, infelizmente massacram aqueles que deveriam ser o "futuro do Brasil" injetando-os uma péssima qualidade de ensino e aprendizagem, limitando assim o desenvolvimento social e econômico do Brasil e entretanto, é imprescindível iniciar este processo com uma Educação de qualidade, pois é neste campo que poderemos elaborar o alicerce de indivíduos críticos, questionadores, empreendedores e capazes de delinear caminhos sócio-econômicos para a nação brasileira.

domingo, 8 de maio de 2011

ESCOLA NOSSA SENHORA DA ABADIA

A Escola Nossa Senhora da Abadia tem uma linda história no Município de Sidrolândia, Estado de Mato Grosso do Sul. Foi criada no ano de 1985, por um grupo de pais que se dedicaram em construir uma escola, com um sistema de ensino diferenciado e o mais importante: sem fins lucrativos. E assim surgiu Há 26 anos atrás, esta Escola que perdura até os dias atuais, uma escola consolidada em bases éticas, cuja finalidade não é o avanço financeiro, uma vez que não possui "um dono", pois é mantida por uma Associação de Pais, a qual é eletiva entre os pares.
Desde o ano de 1985, a Escola Nossa Senhora da Abadia trabalha com a apostila do Positivo, um sistema de ensino e aprendizagem utilizado nas melhores escolas do Brasil e foi com esta qualidade de "Ensino e Aprendizagem" exercida pelos melhores professores, que vários estudantes conseguiram ingressar nas melhores Universidades e hoje são profissionais bem sucedidos. 
A Escola Nossa Senhora da Abadia não se preocupa com a aparência física do prédio a qual está instalada, pois o mais importante não é a estrutura física, e sim, a qualidade de ensino e aprendizagem oferecida aos estudantes. Qualidade esta que se inicia na portaria da escola, a qual recebe os pais e os estudantes com muito carinho e acolhimento, pois para aprender é necessário que os estudantes sintam-se bem acolhidos no ambiente escolar e esta é a principal característica da escola "Ensino e Aprendizagem" num ambiente acolhedor, e isto não significa que a Escola Nossa Senhora da Abadia não tenha regras a serem cumpridas, mas o que diferencia a Escola, é o cumprimento das regras existentes no aspecto significativo, pois não basta apenas "seguir as regras", é imprescindível "compreender as regras". 
A Escola Nossa Senhora da Abadia, oferece também, no contraturno, o curso de Inglês da Wizard, um dos melhores cursos de idiomas do Brasil e o mais importante: Onde você vai...há a Wizard, assim, se houver necessidade de mudança de Município, você pode dar continuídade ao seu curso. 
ASSIM É A ESCOLA NOSSA SENHORA DA ABADIA: 26 ANOS EDUCANDO COM AMOR!

segunda-feira, 14 de março de 2011

UM POUCO DA HISTÓRIA DO BRASIL: DA NOVA REPÚBLICA ATÉ O HOJE

DA NOVA REPÚBLICA ATÉ O HOJE
(Maristela dos santos Ferreira stefanello)
(Atividade realizada no Curso de Gestão Pública Municipal - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL / Coordenadoria de Educação Aberta e a Distância / Curso de Pós-Graduação em Gestão Pública Municipal)

            21 anos de Regime Militar finalizado com a eleição de Tancredo neves pelo colégio eleitoral. Apesar de não assumir a Presidência devido seu falecimento, cujas notas jornalísticas divulgaram ser "infecção hospitalar", foi com esta vitória se iniciou uma nova história no Brasil. Uma história que coloca um fim na ditadura e abre as portas para a liberdade de expressão e da censura e foi com o governo Sarney, o qual assumiu a Presidência na época, que em busca de combater a inflação, várias medidas foram tomadas como a criação do Plano Cruzado e congelamento de preços. Porém, após as eleições de 1986, foi lançado o Plano Cruzado 2 e os preços foram liberados, ocasionando um descontentamento na população, pois esta estratégia foi vista como marketing para vencer as eleições e com esta medida, os preços voltaram a subir e a inflação se elevou, tendo como consequência o decreto da moratória, onde o Brasil deixou de pagar a dívida externa. contudo, em 1987, o governo lançou o Plano Bresser, gerando um novo congelamento de preços, na expectativa de conter a inflação e extinguindo a moratória, tentativa que não obteve êxito, pois em 1988 a inflação voltou a subir, sendo que neste período foi promulgado a constituição brasileira e,mas uma vez, na tentativa de conter a inflação, criou-se o Plano Verão, gerando assim, uma nova moeda: o cruzado novo. Assim, em 1989, foi eleito como Presidente da República, Fernando Collor de Mello, derrotando na época, Luiz Inácio Lula da Silva, sendo que Collor, na tentativa de também combater a inflação, criou o Plano Collor, tomando como medida, a retenção de todos os depósitos e aplicações do povo brasileiro, no valor acima de R$ 50.000,00, prejudicando assim, milhares de brasileiros que, com o suor de seu trabalho, economizou anos, para um fim familiar ou individual, mas este Governo teve pouca durabilidade, pois foi denunciado pelo próprio irmão devido sua corrupção política e, diante desta situação assumiu Itamar Franco, o qual lançou o Plano Real com o auxílio do Minstro da Fazenda, Fernando henrique Cardoso, conseguindo assim, estabilizar a inflação, gerando uma nova moeda, a qual ainda prevalece até os dias atuais. Em 1994, com o sucesso do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso se elege Presidente da República, sendo reeleito em 1998, onde, em seu mandato, aprovou a emenda constitucional, privatizou a Telebrás e a companhia do Vale do Rio Doce e iniciou programas sociais como o Bolsa Escola e a Aposentadoria Rural. em 2002 Luiz Inácio Lula da Silva, se elege e em 2006 é reeleito. Lula transforma o bolsa escola em Bolsa Família e cria o Prouni, entre outros programas, com a intenção de não haver a hiperinflação e em 2010, é eleita a primeira Presidente da república do sexo Feminino, na História do Brasil, sendo este, um Governo que gera expectativas, onde o povo brasileiro aguarda novas estratégias políticas em prol do sentido da palavra República: "Governar para o povo e com o povo"

domingo, 12 de dezembro de 2010

AFINAL...O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM AS AULAS?



A RELAÇÃO ENTRE O APROVEITAMENTO ESCOLAR E A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO DOS ALUNOS.

A escola deve ser um espaço destinado á formação do cidadão crítico e consciente dos direitos e deveres de sua cidadania. Entretanto, nem sempre ou até mesmo, muito pouco, pode-se presenciar este espaço sendo vivenciado na íntegra, uma vez que nos deparamos com inúmeras escolas com baixo índice de ensino e aprendizagem, não só com alunos desmotivados, mas também, com professores desanimados e desestimulados a elaborarem novas perspectivas de ensino aos seus alunos, alegando indisciplina e falta de interesse na sala de aula.
            Contudo, a maioria das escolas tornaram-se espaços de meros telespectadores de um ensino defasado e desinteressante, já que nesta maioria, as aulas são preparadas em desacordo com a realidade dos alunos, da comunidade escolar e do contexto social a qual está inserida, isto é, quando são preparadas.
            Pois bem, vale ressaltar que a afirmação acima não se aplica à todas as escolas brasileiras, mas sim, à uma boa parte delas, uma vez que vivenciamos reportagens diariamente de um contexto escolar, despreparado e desmotivador, basta assistirmos os jornais na televisão que veremos o quanto, a maioria das escolas estão carentes de organização e compromisso da equipe pedagógica e da comunidade escolar. Mas nesta linha de pensamento, de quem é a culpa?
            Afirmo que neste contexto, não há culpados, há sim, alienação de fatos por parte de muitos professores, não todos, mas de alguns professores que não se inserem no contexto escolar e agem descompromissados com a realidade escolar, culpando os diretores, os pais dos alunos e os próprios alunos pelo fracasso escolar, indisciplina, falta de estímulo e notas abaixo da média, mas ao mesmo tempo continua ministrando suas aulas da mesma maneira, sem se preocupar com a realidade de sua turma, sem até mesmo a querer conhecer o contexto social em que vive seu aluno e o que é pior, não interfere em momentos de indisciplina em sua aula, deixando o tumulto dos alunos prevalecerem aos conteúdos programáticos que deveriam estar sendo ministrados em sala de aula. E assim,
“a escola pública, que deveria formar o cidadão, assegurando ao estudante o acesso e a apropriação do conhecimento sistematizado, mediante a instauração de um ambiente propício às aprendizagens significativas e às práticas de convivência democrática.” (Conselhos Escolares, caderno 2 virtual, pág. 11)
Esta escola pública torna-se alvo fácil de baixo nível de ensino e de aprendizagem, com pouca ou até mesmo nenhuma autonomia do processo de ensino-aprendizagem, gerando desta forma, uma péssima qualidade acadêmica.
            Entretanto, em conformidade com o Caderno 2 virtual dos Conselhos Escolares:
“A escola precisa se organizar de forma adequada com o propósito de construir um espaço favorável a plena formação do estudante. Alguns estudos têm mostrado que vários e importantes fatores podem fazer a diferença.” (Conselhos Escolares, caderno 2 virtual, pág. 13)
Contudo, a educação deve ser priorizada pelos educadores, na íntegra, não se pode apenas problematizar a educação, cruzar os braços e esquecer de que a educação acadêmica ocorre no ambiente escolar e, principalmente, na sala de aula. Assim, é imprescindível que toda a equipe pedagógica se organize e que seja priorizado o trabalho a ser desenvolvido em sala de aula, havendo, entretanto, um calendário escolar formulado; acompanhamento acadêmico proporcionado pela direção escolar, planejamento elaborado pelo professor de acordo com a realidade da sala de aula; intervenção direta do professor em situações que desfavoreçam a aprendizagem dos alunos; priorizar cada minuto da aula ao processo do ensino; dinamizar as aulas e estimular o aprendizado dos alunos em sala de aula proporcionando-lhes o direito e o dever de aprender, onde o professor seja capaz de ter autonomia significativa da qualidade de abordagem dos conteúdos em suas aulas.
Neste processo de ensino e aprendizagem de qualidade torna-se imprescindível a parceria com o Conselho Escolar o qual pode estabelecer critérios para buscar a participação dos pais, pois o Conselho Escolar não tem uma função única de fiscalizar a escola e sim, de haver parceria entre a escola e a comunidade. E a escola, por sua vez, deve informar os pais ou responsáveis dos alunos sobre a freqüência e notas dos alunos, bem como elaborar e executar projetos consonantes entre a teoria e a prática.
Para estabelecer uma relação entre o aproveitamento do tempo escolar e a qualidade da educação dos alunos, com a intervenção do Conselho Escolar, é imprescindível que a escola seja um ambiente educativo, onde há respeito, solidariedade e disciplina na sala de aula; uma proposta pedagógica pautada em um planejamento, autonomia dos professores e seu trabalho em sala de aula; avaliações além das meras provas escritas com respostas pré- determinadas, além dos primórdios métodos tradicionais de ensinar os alunos; uma gestão escolar onde há o compartilhamento de decisões e informações entre professores, funcionários e pais de alunos; formação e condições de trabalho dos profissionais da escolas, havendo materiais e equipamentos disponíveis aos professores e proporcionar à equipe escolar acesso aos índices de sucesso e permanência na escola.
Além dos fatores acima citados, pode-se elencar outros, que de suma importância ao aproveitamento do tempo escolar, dentre os quais cito: O papel fundamental do professor em sala de aula, o qual deve proporcionar não só o ensino, mas também a aprendizagem dos alunos; o projeto político pedagógico vinculado à projetos especiais da escola de acordo com a realidade dos alunos, pois o projeto do professor a ser desenvolvido em sala de aula deve estar consonante com os conteúdos a serem abordado e que o professor proporcione em sala de aula a participação, envolvimento e empenho dos alunos, uma vez que torna-se raro encontrar alunos com aprendizagem autônoma em sala de aula.
Diante de todo exposto acima, é possível concluir que cada escola tem sua história, suas características sociais, culturais, econômicas e realidades diferentes, o que  nos coloca diante de um fato muito interessante: os professores que trabalham em mais de uma escola pública, devem rever seus métodos de aprendizagem, pois o que é plausível à uma determinada escola, nem sempre é determinante à aprendizagem de outra e, desta forma, cada segmento acima abordado deve ser levado em consideração no processo de aprender do aluno.
Entretanto, é imprescindível que a escola, professores, diretores, coordenadores e comunidade escolar, invente e reinvente seus próprios caminhos, pois a escola, segundo o vídeo Aprova Brasil1, é composta de corpo e alma, onde o corpo simboliza os equipamentos disponíveis e os objetivos almejados e a alma, por sua vez, nesta perspectiva, simboliza o compromisso e a intenção de almejar os objetivos propostos. 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
CONSELHOS ESCOLARES. Caderno 2. Capacitação dos conselhos escolares. Disponível em http:www.virtual.ufms.br.
VÍDEO Aprova Brasil. Caderno 2. Capacitação dos conselhos escolares. Disponível em http:www.virtual.ufms.br.

domingo, 28 de novembro de 2010

AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO NA ESCOLA1
Maristela dos Santos Ferreira Stefanello2
RESUMO
O presente artigo aborda assuntos relacionados a avaliação pedagógica, um tema de extrema necessidade para a compreensão da evolução da aprendizagem dos alunos e de fundamental importância para sua evolução acadêmica, pois não há avaliação puramente científica nos estabelecimentos escolares, pois a avaliação na escola é uma prática social que consiste em construir uma representação de seu valor e muitas vezes a metodologia utilizada para avaliar o conhecimento do aluno não condiz com a realidade do mesmo, sendo que em inúmeras ocasiões a avaliação é imposta pelo avaliador como uma ameaça e isto causa uma deficiência no processo ensino e aprendizagem. No entanto, quando a avaliação é realizada com um bom relacionamento entre professor e aluno, esta pode superar muitas expectativas.
Palavras-chave: Avaliação. Tipos de avaliação. Expectativas.

ABSTRACT
This article addresses issues related to educational assessment, a topic of great need for understanding the evolution of pupils' learning and critical for their academic progress, because there is no purely scientific assessment in schools because the school is an assessment social practice which is to build a representation of its value and often the method used to assess the knowledge of the student does not match with the reality of it, and in many cases the assessment is imposed by the evaluator as a threat and this causes a deficiency in teaching and learning. However, when the evaluation is performed with a good relationship between teacher and student, it can overcome many expectations.………………………………………………...

Keywords: Assessment. Types of evaluation. Expectations.

INTRODUÇÃO

A avaliação da aprendizagem escolar, de uma forma geral, se faz presente numa pedagogia dominante para uma sociedade dominante, pois é este o modelo avaliativo que presenciamos, nos dias atuais em nossas escolas.
Entretanto, a avaliação é uma atividade permanente no trabalho do professor, a qual deveria acompanhar passo a passo o processo de aprendizagem do aluno, pois através da avaliação torna-se possível analisar os resultados obtidos pelos alunos, verificando os progressos e as dificuldades. No entanto, os resultados da avaliação são transformados em apenas notas ou conceitos e deixa de assumir o papel de auxiliar o professor em aprimorar seus objetivos e metas.
Contudo, nos dias atuais ao mesmo tempo em que há uma preocupação muito extensa em relação a avaliação de alunos, há também uma falha na abordagem em relação a avaliação pedagógica desses alunos, pois nossos alunos são medidos apenas por uma “nota” sem um patamar significativo, onde seu conhecimento é medido exclusivamente pela média obtida.
Porém, é possível analisar a avaliação de uma forma mais ampla, sendo possível refletir sobre a afirmação de Vasconcellos (1993), o qual aborda em sua obra que, para avaliar deve haver uma interação entre educador, educando e o objeto de conhecimento, pois para o autor o aluno é o sujeito social do conhecimento, o conteúdo é o objeto social do conhecimento e o professor é o mediador social do conhecimento.

COMO AVALIAR?

            Afinal, o que seria avaliação pedagógica numa Unidade Escolar?
 Para muitos professores, avaliar consiste no significado único de responder corretamente as questões elaboradas, com o simples sistema de decorar textos ou uma seleção de questionários elencados com o único propósito de realizar a “prova”, o que tem sido muito freqüente nas escolas, sendo que é comum utilizar nas escolas métodos avaliativos numa visão de transmissão e memorização de informações prontas, na qual o estudante é visto como apenas um ser receptivo.
            De acordo com Perrenoud (1999), avaliar é criar hierarquias de excelência, em função das quais se decidirão a progressão do aluno, sendo que para o mesmo autor, avaliar é também privilegiar o modo de estar em sala de aula e, por conseqüência, no mundo, além de valorizar as formas e normas de excelência, onde se define um aluno modelo , aplicado e dócil para uns, imaginativo e autônomo para outros.
            Já para Libâneo (1994), a avaliação é uma tarefa que não se resume à realização de provas e atribuições de notas, sendo que na visão do autor, a avaliação apenas proporciona dados que devem ser submetidos a uma apreciação qualitativa, uma vez que a avaliação cumpre com funções pedagógico-didáticas, de diagnóstico e de controle em relação às quais se recorre a instrumentos de verificação de rendimento escolar.
            No entanto, para que a avaliação ocorra de forma adequada, ela deve ser vista como uma experiência de vivência múltipla, analisando o desenvolvimento total do educando, avaliando-o como um ser ativo, dinâmico, que participa e que é capaz de ampliar e construir seu próprio conhecimento, pois a avaliação do processo ensino e aprendizagem deve ser realizada de forma contínua, com o objetivo de diagnosticar a situação de aprendizagem de cada aluno em relação a programação curricular, priorizando a prática de investigação, buscando identificar os conhecimentos e as dificuldades de cada aluno e não em priorizar apenas o resultado.

TIPOS DE AVALIAÇÃO

            Para tanto torna-se imprescindível que o professor conheça os diferentes tipos de avaliação, analise-as e aprimore-as em conformidade com a realidade de seus alunos e das disciplinas em estudo. Contudo, dentre os tipos de avaliação, podemos analisar a avaliação tradicional, avaliação formativa, avaliação pontual, avaliação final, avaliação normativa, avaliação sumativa, avaliação diagnóstica, avaliação especializada e avaliação aferida. Conhecendo o significado dos tipos de avaliação acima citados, o professor estará preparado para avaliar pedagogicamente o seu aluno, em especial aqui citado neste artigo, o aluno dos anos iniciais do Ensino Fundamental, respeitando a sua realidade e avaliando as alternativas abaixo relacionadas, pois avaliar não se resume no simples ato de atribuir notas e sim no amplo ato de diagnosticar o conhecimento dos alunos e utilizar este diagnóstico para aprimorar as práticas pedagógicas em sala de aula.
            Philippe Perrenoud (1999), defende a ideologia de que se deixe de priorizar o único aspecto da avaliação tradicional, sendo esta a atribuição de um valor ao conhecimento do aluno, e que se passe a valorizar outras esferas importantes do processo de ensino e aprendizagem como a relação de parceria entre professor e aluno na construção do conhecimento.
            Nesta abordagem, Rosado e Silva (2008), aborda em sua obra que na avaliação tradicional, a prova é a única oportunidade que o professor tem para medir o conhecimento do aluno e julgar se ele merece a aprovação ou retenção, sem ter a possibilidade de repassar conceitos descrevendo melhor os detalhes de seu desenvolvimento durante o período letivo.
            O mesmo autor ressalta que na avaliação pontual, o aluno é avaliado de forma isolada, podendo coincidir ou não com a avaliação final, sendo que esta se realizada freqüentemente e pode traduzir uma avaliação contínua.
            Ainda Rosado e Silva (2008), afirmam que na avaliação final concretiza-se um balanço no final de um ciclo de ensino, recolhendo informações para reajustar o processo de ensino e aprendizagem, ou seja, avalia-se o ciclo da aprendizagem do aluno numa visão de início e fim do processo da aprendizagem.
            Contudo os autores acima citados abordam em sua obra que na avaliação normativa, o critério é externo em relação ao indivíduo que aprende e às condições de aprendizagem, sendo a classificação feita por referência a padrões exteriores a essas condições, ou seja, o aluno está exposto ao julgamento do professor.
            Na avaliação formativa acompanha-se permanentemente o processo de ensino e aprendizagem, a qual para Bloom, Hastings e Madaus (1971), na aplicação da avaliação formativa todos os alunos apresentam a oportunidade de aprender numa perspectiva de ensino individualizado, sendo esta, uma avaliação freqüentemente centrada sobre os objetivos particulares e ao mesmo tempo é possível fazer uma analise detalhada em relação a aprendizagem dos alunos.
            Na avaliação sumativa, na opinião de Bloom, Hastings e Madaus (1971), “o julgamento do aluno, do professor ou do programa é feito em relação à eficiência da aprendizagem ou do ensino uma vez concluídos.” (Bloom, Hastings e Madaus. 1971. pp 129). A avaliação sumativa refere-se a classificação, podendo assumir uma expressão qualitativa ou quantitativa.
            A avaliação diagnóstica, segundo Noizet & Caverni (1985), serve para avaliar a capacidade que um aluno possui para freqüentar determinados cursos ou disciplinas e não exclusivamente aos conteúdos educativos, sendo esta uma avaliação externa ao processo de ensino e aprendizagem, apenas com a finalidade de averiguar se os alunos possuem conhecimentos e aptidões para poderem iniciar novas aprendizagens.
            Porém, de acordo com Rosado e Silva (2008), a avaliação especializada se faz por uma equipe inter ou multidisciplinar ou por especialistas numa determinada área, geralmente por psicólogos, médicos, terapeuta ou professor especializado, os quais avaliam o aluno após ter sido efetuado o “depósito” de necessidades educativas específicas pelos próprios professores, sendo necessário uma programação individual.
            Já na avaliação aferida, de acordo com as concepções de Fernandes (1994), o aluno é avaliado por fatores externos a escola, ou seja, a avaliação pode ser feita pelos pais ou pelo Conselho Escolar, sendo que o professor elabora as avaliações, prepara os gabaritos de correção, mas não as corrige, sendo esta responsabilidade de pessoas externas ao ambiente da sala de aula. Nesta avaliação, todos os alunos, independente de sua realidade são expostos as mesmas avaliações e são corrigidas com os mesmos procedimentos e critérios.
            Desta forma, diante do exposto é imprescindível que haja discernimento ao avaliar o estudante, para que assim, realmente ocorra uma avaliação precisa e significativa, pois não basta apenas medir o aprendizado dos estudantes, atribuindo-lhes uma pontuação, é necessário garantir que eles tenham avanços significativos nos conteúdos propostos após a avaliação realizada, pois caso contrário a avaliação o excluirá do direito de progredir.
            Entretanto, a escola que avalia significativamente deve discutir o motivo de repetências e constantes notas abaixo da média proposta pelo sistema de ensino em conjunto com toda a equipe escolar, aprimorando a metodologia utilizada para a avaliação, não se preocupando em avaliar o estudante apenas para a obtenção de uma média, pois desta forma, o professor já antecipa que não acredita na capacidade de seu aluno e relaciona, mesmo que inconscientemente, a avaliação com a atribuição de notas.
            Porém, o estudante necessita de uma avaliação significativa, que auxilie o professor em seus novos objetivos ou em suas metas traçadas. Contudo, cabe ao professor buscar o aprimoramento relacionado ao seu conhecimento no que diz respeito a avaliação e preparar uma boa avaliação, ou seja, aquela avaliação preparada para diagnosticar a real necessidade acadêmica de seus alunos, em que todos os alunos aprendam a analisar a sua própria produção de forma crítica e autônoma, voltada para o fato do aluno expor o que aprendeu.
            Nesta concepção, a avaliação é possível ser realizada como um processo de ensino e aprendizagem, uma vez que exige do professor, apenas um aprimoramento de seus conceitos relacionados ao termo “avaliação”.

CONSIDERÇÕES FINAIS

A avaliação significativa só ocorrerá quando o professor compreender que avaliar não se resume em classificar ou selecionar os alunos mediante o seu quantitativo e sim  que se avalia o que se ensina e o que se aprende, pois é somente neste contexto que será possível avaliar para conhecer melhor o aluno e como conseqüência, ensinar melhor.
A avaliação deve contribuir para o avanço acadêmico dos estudantes, envolvendo e unificando professores e alunos num único propósito: o avanço acadêmico de cada um, respeitando e assumindo as diferenças, pois esta é a verdadeira busca da qualidade do processo ensino e aprendizagem.
Todavia para abordar as características significativas, a avaliação tem como finalidade conhecer e compreender as diferenças na sala de aula, constatar o que está sendo aprendido pelos estudantes através da metodologia utilizada e adequando-a quando necessário, além de adequar o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes como um todo e àqueles que apresentam dificuldades, avaliando desta forma, globalmente o processo de ensino e aprendizagem, observando que a avaliação não se inicia e tampouco termina na sala de aula, pois a avaliação exige planejamento e compreensão do ato de avaliar.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BLOOM, B., Hastings e Madaus (1971). Handbook on Formative and Sumative Evaluation of Student Learning. New York: McGraw-Hill Book Company. (Manual de Avaliação Formativa e Sumativa do Aprendizado Escolar. São Paulo: Livraria Pioneira Editora).
FERANDES, D. A avaliação das aprendizagens: das prioridades de investigação e de formação às práticas na sala de aula. Revista Educação, 8, 15-20. 1994.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
NOIZET, G.& CAVERNI, J. Psicologia da avaliação escolar. Coimbra: Coimbra Editora. 1985.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. ArtMed, 1999.
ROSADO, Antonio & SILVA, Catarina. Conceitos básicos sobre avaliação das aprendizagens. Disponível em http://home.fmh.utl.pt/~arosado/ESTAGIO. Acesso em 09/04/2008.
VASCONCELLOS, C. dos S. Construção do Conhecimento em sala de aula. Cadernos Pedagógicos do Libertad, São Paulo. 1993.